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O pé plano, popularmente conhecido como “pé chato”, é normalmente constatado quando a criança começa a caminhar. A disfunção pode ser tratada a partir dos 2 anos de idade e raramente provoca dores. A criança portadora de pé plano apresenta diminuição da capacidade física, que pode ser observada durante a prática de esportes e em alguns casos, o cansaço fácil.
O tratamento adequado para criança é a reabilitação por meio de fisioterapia ou órtese (palmilhas, tênis ou botas), e em casos especiais pode ser feito tratamento cirúrgico. Nos casos em que a criança se queixa de dor ao caminhar ou durante prática de atividade física, o pé plano pode ter como causa uma patologia designada como barra (óssea ou fibrosa), que limita a mobilidade da articulação subtalar (responsável pelo movimento de translação do pé).
Segundo o Dr. Wilson Bomfim, ortopedista geral e pediátrico do Hospital
Daher, a antiga bota ortopédica não é muito utilizada atualmente. “Hoje
usamos principalmente a reabilitação, pois a deformidade está associada
ao encurtamento da musculatura extensora, com tendão calcâneo curto,
popularmente chamado de tendão de Aquiles”, disse Bomfim.
É importante frisar que a criança que tem pé plano deve utilizar
sapatos com solado rígido, ou pouco flexíveis, e evitar também, os
calçados de cano alto, de tecido ou camurça. “O apropriado é usar
solados rígidos, de preferência de couro e com pelo menos um salto
baixo”, afirma o médico.
As crianças com esse desvio podem desenvolver joanetes, deformidades no
pé, no tornozelo, no joelho e também na coluna vertebral. Por isso, um
médico deve ser procurado assim que a criança começa a andar, ou quando
os pais perceberem que o pé da criança não tem curva. “Quando o pai
perceber a deformidade e observar que a criança se queixar de dores e
cansaço, deve levar a criança a um ortopedista ou pediatra”, explica
Dr. Bomfim. |